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Afinal, quanto cobrar pelo trabalho?

Precificar uma sessão de fotografias é uma das dúvidas recorrentes para quem está iniciando na profissão. O receio de cobrar um determinado valor e perder o cliente e o risco de acertar um valor inviável para a manutenção da atividade são recorrentes. 

Cobrar muito alto pode mesmo afastar alguns clientes, mas negociar por muito pouco afeta toda a categoria profissional, além de interferir na própria qualidade do material oferecido, pois o rendimento obtido não possibilita o investimento na melhoria do equipamento, atualização profissional, etc.

Algumas categorias da profissão contam com tabelas de preço, como as associações de repórteres fotográficos, distribuídas por todos os estados e considerando a realidade local.  

A tabela da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo, por exemplo (Arfocsp) tem valores definidos por quantidade de horas, diária de viagem (não incluídos alimentação, hospedagem e transporte), acréscimo de 25% por hora a mais que o estipulado e multa de 100% caso o material não seja creditado ao profissional.

A Arfoc RJ tem outra tabela, com valores diferenciados dos SP, o mesmo valendo para o Rio Grande do Sul.

A realidade, portanto, é diferente para cada localidade e para cada profissional. Muitos usam a tabela como referência mas não cobram “tabela cheia” porque a realidade local não a comporta.

Outras categorias

Foto: Freepik

Fotógrafos bem estabelecidos e conceituados cobram o preço conforme a demanda por seus serviços. Mas para quem está construindo seu nome, é importante seguir alguns critérios:

– pesquisar a média do mercado;

– pesquisar o porquê de alguns cobrarem mais e outros menos ;

– montar um menu de serviços prestados e avaliar o que se exige de cada tipo oferecido (ensaios internos e externos, eventos, etc.);

– avaliar o que cada um dos pacotes oferecidos demanda de tempo e uso de equipamento;

– avaliar a depreciação do equipamento;

– avaliar o que será entregue;

– custo de transporte;

– horas despendidas;

– reuniões prévias com os contratantes;

– custo de eventuais auxiliares, fotógrafos ou não;

– calcular a própria remuneração pelo trabalho prestado;

– investimento em divulgação.

 

Ao somar essas e outras atribuições e investimentos, é possível dividir esses valores por horas de trabalho oferecido.
Na dúvida, procure ajuda de algum profissional, leia artigos a respeito, pesquise por tabelas referenciais ou consulte entidades como o Sebrae de sua região.

 


Márcio Martins
Jornalista
Redação Latitude

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