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Evandro Veiga

Série – Homem: A Fisionomia de uma Idealização (Traição)


Traição:

Uma dor profundamente sentida pela vítima, não pelo golpe em si, mas pela descoberta daquilo que se pensava possuir: lealdade. Já foi dito que “a traição dói mais que a dor física”.

Concordo, pois a dor da alma tende a ser duradoura, deixando uma cicatriz comparável a um eco de duração incomparável.

Estamos tratando de alguém que suportou não só a dor física, mas também a dor de ser traído por um ente querido. Por isso, merece a atenção de todos, independentemente de crenças.

Jesus não só suportou a traição, mas também a anunciou dias antes e na chegada de Judas Iscariotes ao Jardim do Getsêmani.

Conforme o livro de Mateus, capítulo 26, versículo 46, o rabino (como também era chamado pelo povo e até por Judas, que o tratava como professor) alertou premonitóriamente seus discípulos sobre a aproximação de Iscariotes: “Levantem-se, vamos! Aqui vem aquele que me trai!”, sabendo já da traição de Judas antes da Páscoa (Mateus 26:2: “Como vocês sabem, estamos a dois dias da Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado”).

Um dedo em riste ou uma descrição imprecisa de Judas Iscariotes poderia resolver rapidamente a questão. Mas um gesto improvável marcaria a história como uma das traições mais sórdidas registradas: um beijo.

Concorde ou não, um beijo seria a última acusação esperada por alguém tão benevolente e amado por seus semelhantes.

Ao seguir relatos bíblicos sobre o momento do beijo histórico, pensei: após o beijo, Jesus foi rapidamente capturado. O instante seguinte ao gesto é o foco deste retrato. Após ser beijado, o Nazareno provavelmente virou o rosto e o olhar para os servos de Caifás, o sumo sacerdote.

Imaginando esse momento, sob pouca luz, busquei uma expressão facial que denotasse pavor e medo. Afinal, apesar de conhecer seu destino e aceitá-lo, Jesus era humano e, como mencionei no primeiro artigo desta série, sentiu medo, a ponto de transmitir essa sensação aos apóstolos.

Há muitas histórias sobre esse momento, inclusive versões que falam da suposta inocência de Judas Iscariotes.

Mas aqui, sigo a narrativa oficial, que deixou um legado negativo até hoje.
O rosto de Jesus após o beijo é minha interpretação artística na forma de um retrato:

Para fotógrafos:

  • Câmera Canon Mark II
  • Lente Macro 100mm IS
  • ISO 320
  • Abertura f/8.0
  • Velocidade do obturador 1/200

Usei leds laterais, movendo as luzes lateralmente em relação ao crânio do modelo para encontrar o ponto ideal. Isso proporciona uma visão completa do rosto, mais acentuada do lado esquerdo, simulando a luz da lua, e do lado direito um led de igual intensidade, porém mais distante.

Enfatizo que este projeto foi baseado em relatos bíblicos, com todo o conceito e execução orientados para alcançar este objetivo.

 


Evandro Veiga
Fotógrafo Retratista
Instagram: @evandroveiga
COLUNISTA/CEO LATITUDE

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